O que captura sem sensor?

Estes dias eu estava fazendo uns testes com o Arduino Nano que comprei a um tempo atrás e fiquei com uma baita curiosidade.
Meu teste consistia em ligar uma pulseira anti-estática sem o resistor de 1K e ligar a uma entrada analógica do Arduino para ver o que aconteceria. Usei a função Map para que os valores ficassem entre 0 e 100 e mandei exibir os resultados na saída serial, notei que em repouso (sem a pulseira no braço), o valor era estático e com a pulseira o valor oscilava. Bom até ai tudo bem, mas o que o sensor analógico capta dessa forma?
Não contente com aquelas luzinhas fortes pra cacete na minha cara eu coloquei o Arduino dentro de um tubo de filme fotográfico e tirei a pulseira deixando ele sem nenhum tipo de sensor na entrada analógica. Achei que sem nenhum contato com o hardware não haveria como ele captar nenhum tipo de energia, e a placa parada sem nenhum contato ficou estável em 37 (map 0 a 100).
Curiosamente quando peguei o tubo com o Arduino dentro notei que o valor começou a subir gradativamente, soltei e o mesmo voltou a estabilizar em 37. Tentei segurar com a outra mão e assustadoramente o Arduino deu um pico e depois começou a descer o valor. Não contente eu pedi a alguns amigos para segurar o dito tudo na mão e tada ... os valores de cada um variavam, alguns até ficando abaixo dos 37, que ele fica em repouso.
Para saciar minha curiosidade eu mudei a entrada analógica, achando que a primeira estava com algum problema, fazendo isso eu notei que quanto mais longe do pino REF, que fica ao lado da entrada analógica 0 mais difícil era do valor ser alterado.
Para ficar mais estranho ainda, tentei me concentrar para ver se existia alguma mudança no comportamento do pino, fazendo isso notei que é possível manipular de certa forma o comportamento do pino.
Como meu conhecimento de eletrônica é limitado gostaria de perguntar aos colegas aqui porque o Arduino se comporta dessa forma, que tipo de energia ele capta? Energia eletromagnética gerada pelo corpo?

Antena???

Sem antena alguma, apenas o arduino nano ligado na USB.

Bubulindo, para facilitar o que fiz montei um vídeo e coloquei o programa.

void setup(){
Serial.begin(9600);
}
void loop(){
Serial.println(map(analogRead(A0),0,1023,1,100));
delay(250);
}

Sim...

e a definição de antena é???

Antena é definida pelo dicionário como:
"Um dispositivo metálico para irradiar ou receber ondas de rádio"
A Definição oficial do IEEE é mais simples ainda:
"Um meio para irradiar ou receber ondas de rádio"
Estas definições estão corretas, as antenas são um meio para irradiar e receber ondas de rádio. Na qual aplicam-se diversas técnicas de diretividade, onde fatores como a frequência e ganho desejado são fundamentais para definir seu formato e dimensão.

Quando não colocas um potencial conhecido (GND ou VCC), no pino (que é de metal, logo correspondendo à definição do IEEE), o que ele vai medir é basicamente o que está no ar. Quando outra pessoa toca na placa ou próximo da placa, a leitura varia porque o corpo humano também é uma antena e tem potencial próprio.

Pois é Bubulindo, eu pensei nisso ... "antena", mas para tirar a dúvida eu realizei vários testes com diversos transmissores que tenho por aqui em diversas frequências, mas ele não respondeu a nenhum dos sinais. Não tive sequer nenhuma mudança no comportamento do Arduino.

Ainda acredito que envolvendo o tubo mão geramos algum campo eletromagnético que altera os valores, e, a posição e tamanho do pino trabalhem como uma antena, como nos outros pinos os resultado e diferente, acredito que não seja apenas o pino que esteja trabalhando como antena.

Mas qual a frequência que este está captando? Pela formula de cálculo para o tamanho de uma antena levando em conta que cada pino tem aproximadamente 5 milímetro a frequência que esta deveria responder á aproximadamente 2840 Mhz.

A antena deveria responder a harmônicos dessa frequência também?

A sua resposta ajuda confirmar minha teoria, que é possível gerar e controlar sinais eletrônicos através de sinais eletromagnéticos emitidos por várias partes do nosso corpo. Fiz testes aproximando de outras áreas conhecidas como Chakras e notei que o comportamento do Arduino é alterado.

Agora chegamos a minha pergunta de verdade, pois até agora queria confirmar se o que pensava estava correto.

Com estes dados, sabendo que toda a energia do corpo podem influenciar os aparelhos, seria possível filtrar ou otimizar o equipamento (arduino) para que este possa medir com precisão (frequencia, potência) os dados enviados e direciona-los para trabalhar respondendo apenas as frequências geradas pelo corpo humano.

Algo assim já existe, EEG, mas capta as frequências do cérebro que trabalham a aproximadamente 7.85Hz (variam +/-), mas quero ser ir mais além, captar e medir energias geradas por um médium.

Sim sou maluco e acho que juntar ciência e holística seria uma possibilidade.

O que pensam vocês?

O arduino não consegue capturar essas frequências.

Quais frequências? a resposta está um pouco vaga pois falo de frequências de mais de 2Ghz e de menos de 10Hz.

Tudo é possível, se ainda não existe é porque não foi descoberto.

As vezes uma descoberta acidental pode dar outra visão do mundo que conhecemos.

spiderpoison:
Tudo é possível, se ainda não existe é porque não foi descoberto.

Isso não é propriamente verdade... o chip do Arduino funciona a 16MHz. O conversor AD, funciona a muito menos que essa frequência... mas como não estou com paciência para ver qual é a máxima frequência de amostragem do AD, vamos assumir que a amostragem do AD são 16MHz.

Explica-me então como é que é possível, um dispositivo que só consegue capturar sinais de 16MHz, capturar sinais na gama dos GHz?

Era a isto que me referia. Se quiseres ler mais um poco sobre o que estás a observar:

http://forums.hackaday.com/viewtopic.php?f=4&t=564

Harmônica ....

um complemento ...

o receptor não precisa de um cristal ... Construcción Receptor FM miniatura (Regenerativo) | Foros de Electrónica

Ok... se vamos falar por palavras isoladas aqui fica a minha:

amostragem...

Nyquist.

spiderpoison:
A sua resposta ajuda confirmar minha teoria, que é possível gerar e controlar sinais eletrônicos através de sinais eletromagnéticos emitidos por várias partes do nosso corpo. Fiz testes aproximando de outras áreas conhecidas como Chakras e notei que o comportamento do Arduino é alterado.

(...)

Sim sou maluco e acho que juntar ciência e holística seria uma possibilidade.

O que pensam vocês?

Isto não é ser maluco... é ser inquisitivo, o que é uma qualidade admirável. Maluco seria achar que com isto é possívell transformar chumbo em outro.

Bom, já tentaram juntar holística e ciência várias vezes, nem quase sempre com resultados mais esotéricos com do que científicos. Medir campo magnético ou frequencias emitidas pelo nosso corpo, no entanto, está mais perto da ciência do que da adivinhologia.

Para seus experimentos - que considero bastante válidos - eu te recomendo adotar uma metologia científica, para que seus resultados sejam válidos e possam ser repetidos por outras pessoas. A primeira coisa com a qual você deve se preocupar é em ter medições repetíveis. Se elas não forem repetíveis, alguém poderá afirmar que voce está medindo campos magnéticos aleatórios e sujeitos a qualquer flutuação.

Faça as medições em ambientes diferentes para ver se elas se comportam da mesma forma para uma mesma parte do corpo.

Outra coisa que te sugiro fazer é começar a estudar os amplificadores operacionais, para que você possa traduzir os mili- e micro-volts emanados pelo nosso corpo em leituras possíveis pelo Arduino.

Para ler o campo magnético emanado pelo corpo, um sensor de efeito Hall acoplado a um op-amp pode ser bem legal, e te dar resultados surpreendentes.

AlxDroidDev - matou a pau, era isso que precisava para intensificar meus estudos, uma resposta coerente, o nome dos bois e os sensores que eu poderia utilizar (amplificadores operacionais, Sensor Hall), com isso fica mais fácil dar uma direção aos meus estudos.

Então sobre o esoterismo e a ciência, acho que é uma questão de conseguir identificar o funcionamento do mecanismo, deixa explicar.

Estudos mais avançados no campo da holística apontam que toda a forma de cura através de energias é feito balanceando a frequência de trabalhos de determinados órgãos do corpo humano, pois estes trabalham melhor em determinada frequência, a ciência atual também vem tentando tratamentos com frequências hoje em dia.

Existe até um adesivo usado em medicina ortomolecular que é vendido na frança (Aimants Eporec), que é um magneto para ser colado na pele. Essa técnica já era conhecida a milênios na acupuntura e usada até hoje.

Como o corpo humano é uma máquina biomecânica movida a eletricidade, nada mais lógico do que imaginar que emanamos energia em determinada frequência e esta energia é que muitas vezes promove a cura, como pode ser visto no campo da medicina ortomolecular e da medicina chinesa antiga. Há pessoas que treinam essas habilidades como os praticantes de Seicho-no-ie e médiuns estes aplicam passes com a imposição das mãos e canalizam a energia em determinadas frequências pelas mãos as partes do corpo humano que querem curar.

Então a ciência e a holística são basicamente a mesma coisa, mas uns utilizam o corpo humano como ferramenta, treinando para emanar estas frequências que curam enquanto outros equipamentos como o Eporec que é apenas um magneto, ou o Meniett (www.meniett.com que gera uma frequência de 10hz e está sendo testado para tratar pessoas com uma forma de labirintite chamada Síndrome de Meniére.

Se uma dia o elo entre a ciência e os estudos holísticos que que já existem forem unificados e entendidos como uma única coisa, nossa medicina evoluirá muito em pouquíssimo tempo. :slight_smile:

O que gostaria é de medir estas energias para poder comprovar se estas teriam o mesmo funcionamento no corpo humano.

Agora um comentário pessoal, se energias emanadas por antenas e equipamentos eletrônicos podem fazer mal as pessoas, porque não podem curar.

AlxDroidDev, no caso você fala do hall para capturar sinais eletromagnéticos, se fosse este tipo de sinal o Arduino deveria mostrar alterações quando aproximo um magneto?

No segundo teste, em outro dia o resultado foi bem divertido, da uma olhada no vídeo.
obs.: Não é o movimento do Arduino que provocou a mudança de sinal, eu testei.

Dados curiosos.

Hoje consegui tirar a minha grande dúvida, a frequência gerada foi entre 1500Hz e 3000Hz.

Os dados foram checados através do XOscillo.

Irei realizar mais testes em ambientes diferentes e com pessoas diferentes para avaliar as possíveis alterações.

Mais resultados e uma confirmação de meus cálculos.
Como havia prometido eu realizei mais testes para determinar a frequência que pode ser lida no corpo humano.
O resultado foi uma curva de 60Hz com pequenas variações que ultrapassavam os 30Khz.
Dependendo das condições e do local onde realizei os testes as frequências menores foram alteradas, contudo os 60Hz não. Os testes foram feitos com o toque ou não no pino utilizado como sensor.
Em um local com mais fontes de energia (trabalho), onde há mais micros, luzes e equipamentos eletrônicos ao redor o corpo parece se comportar como uma antena captando os sinais em volta e os somando a frequência de 60Hz como foi possível observar.
Realizando os testes em repouso, sem a interferência de fontes elétricas e eletrônicas (reduzido ao mínimo) foi possível observar a mesma frequência de 60Hz sendo emanada do corpo sem a necessidade de tocar os terminais ou movimentar as mãos como no vídeo.
Após alguns dias de pesquisa e leitura eu encontrei um estudo que diz que as frequências do corpo humano podem variar chegando perto das frequências de telefonia móvel, como eu havia calculado pelo tamanho do pino como antena.
A amplitude do sinal também é muito variável, dependendo do local onde você esta e seu estado emocional.
Então a conclusão é que somos uma máquina capaz de gerar frequências variadas que vão desde 1Hz (pode ser visto em exames de EEG (eletroencefalograma) e frequências acima de 2Ghz.
Basta aprender a controlar esta capacidade e criar aparelhos que simulem tratamentos holísticos já que estes não são nada mais do que frequências emanadas pelo corpo humano.

O link abaixo fala um pouco mais sobre as frequências no corpo humano.

Hmmm, algo tão "cíentifíco" e não achas sequer um possível acaso que essa frequência de 60Hz, tão bem definida, não possa ser da rede eléctrica? Como estás a isolar o circuito? Como estás a alimentá-lo? Estás a guardar os dados num SD para garantir que não existe uma fonte de energia que seja comutada e possa estar a comprometer essas leituras?

Já agora tens de ver que algumas frequências podem estar erradas devido à rapidez de leitura do Arduino ser menor que duas vezes o valor dessa mesma frequência.

Continuacão de boa "investigacão"...

Pois é Bubulindo, eu pensei na rede elétrica e os 60Hz, pretendo fazer uns testes longe da fiação este final de semana pois observei que nós trabalhamos como uma antena capturando e replicando os sinais de todos os equipamentos eletro-eletrônicos ao redor. O engraçado é que todas as frequências são somadas a onda principal de 60Hz.

Para um teste eu removi o resistor de uma pulseira anti-estática e fiz a captura com contato direto.

Repetindo o teste em casa, longe de algumas máquinas o resultado foi muito diferente, as pequenas variações dentro da onda principal da segunda imagem quase não existiam. Também não houve necessidade de contato direto com o sensor, apenas segurar o pote sem contato algum já foi o suficiente para induzir a frequência de 60Hz. Testei com outras pessoas também e e frequência foi idêntica. Em repouso não hove variação de frequência.

Só acho desnecessária essa ironia ridícula, mostra que apesar de todo o seu "conhecimento", você ainda tem muito a aprender.

Sim... eu sei que tenho imenso para aprender. Agora estou a aprender gestão de projectos e soft-skills que, como apontado por ti, não são o meu forte.

Mas também não sou o único. Se olhares para a resposta que deste à minha resposta quando tentei explicar o que estavas a ver e que na realidade não sabes exactamente o que estás a medir, hás-de reparar que também te faz falta algumas soft skills.

Adiante... se as ondas se somam (dando sentido às séries de Fourier, por exemplo) e tu não sabes as frequências de cada objecto nem em que sentido o ambiente interfere a tua medida, como podes ter a certeza que estás a medir a frequência do corpo humano?
E como sabes se o aparelho que tens é suficiente para fazer essa medicão? Tu falaste em frequências enormes para o pequeno ATmega conseguir medir com sucesso, logo como sabes que estás a apanhar essas frequências e se não sabes, como sabes em que medida elas influenciam aquilo que vês?

Isto são questões válidas que talvez te ajudem a conseguir o teu objectivo. :wink:

De certo questionar não é a única forma de chegar a uma conclusão, necessitamos de tecnologia para realizar testes, mas, já dizia Einstein "A imaginação vale mais que a sabedoria", se observar os grande cientistas que fizeram as maiores descobertas da história mal tinham um equipamento para testar suas teses, muitos eram teóricos que deixaram suas teorias e estas foram comprovadas futuramente por pessoas que tinham a tecnologia para concluir os estudo.

Sei muito bem que com a tecnologia e os recursos que tenho só irei aprender por deduções e lógica, como fez o já citado Einstein que descobriu a teoria da relatividade apenas com cálculos. Vale a pena lembrar também que a 100 anos atrás os cientistas tinham apenas fios, placas de cobre, imã e coisas do tipo e nem por isso vivemos na idade da pedra.

Sobre a metodologia aplicada nos estudos, cada mente é uma máquina diferente que aprende, observa e calcula as coisas ao redor a sua maneira, nem por isso povos que estão separados a milhares de quilômetros de distância não conseguiram evoluir e chegar as mesmas respostas.

Observação, não é preciso saber as frequências dos objetos ao redor, basta observar que estas mudam dependendo do meio, com essa observação não é preciso ser um gênio para notar que elas interferem em nosso organismo.

Sobre a sutiliza das respostas analise melhor os posts desde o início.