Potênciometro digital com 4051

Bom, estou com um problema que parece geram outros.
Preciso montar um pot digital com 5K ohms, mas a tensão varia entre 0-12V, fui seco e peguei um 4051, coloquei entre os 8 pinos um resistor de 479 ohms quando tentei selecionar a porta através do arduino, bom, não fazia nada.
Então olhando o datasheet diz que para quando o 4051 é alimentado em 10V a tensão de HIGH tem que ser no minimo 7V.
Bom, pensei, vou colocar um BC548 com o coletor em 12V e testar, nada, a tensão que consigo é os 5V - a queda de tensão do transistor.
Parti para a ignorância e coloquei um UML2003 em 12V e a saida 5V diretamente no pino 1 do ULM2003 e o e minha surpresa, o pino 16 dava 0.58V.
Alguém tem ideia do que estou fazendo de errado?
Nesses testes parece que consegui queimar o ATMEGA328, então até chegar os novos, estou apenas tentando fazer essa parte do Pot digital funcionar
Basicamente seria isso:

Ps. Essa imagem eu peguei como referência, fonte: http://www.eck-projeto-eletronico.com.br/

pino 16 a 0,58 é um curto circuito, não?

O que eu não percebo é como pretendes limitar fazer isto... se tens um pot que vai de 0-12 V (é possível alterar isto para alimentá-lo de 0 a 5?), e estás a pensar em cortar a tensão para 0-5, porque é que não colocas uma resistência em série com o pot para limitar a tensão que o pot pode dar?

O 4051 não te resolve o problema porque não tem capacidade de transformar tensão (tu não queres perder o sinal...). Logo as soluções que vejo para isto são colocares uma resistência que limita a tensão nos terminais do potenciómetro para 0-5 V (e protegem o teu circuito contra curto-circuitos, porque quando rodas o pot completamente, a resistência é zero ou muito próximo... provavelmente foi assim que queimaste o chip).

Outra solução seria usares um amplificador operacional. Essa opção teria a vantagem de "isolar" o teu circuito de 12V para o circuito de 5V e garantir que não aplicavas mais de 5V (a alimentação do amp-op) ao canal AD do Arduino.
Agora de repente... talvez consigas parecido com um isolador óptico, mas esse provavelmente terá erros de linearidade e não é tão comum de ter por perto.

Eu não tenho muito tempo para fazer esquemas, mas espero que tenhas percebido o que quis dizer.

A imagem que colocaste no post não faz sentido nenhum, não existe alimentação nos canais do 4051, logo não passa nada para fora.

Obrigado, mas acho q esqueci de dizer.
Esse pot não vai ser para a entrada analógica do Arduino que seria no máximo 5V, ele vai controlar um Inversor de Frequência.
O inversor de frequência, tem uma entrada para um potenciometro de 5k ohms, e a saída de tensão de referência dele é 10V.
Então o 4051 vai ter na VDD 10V e Vee e Vss indo para GND.
A figura não é minha, é apenas para exemplificar o que eu pretendo fazer com os resistores.
Eu consegui fazer o endereçamento correto com o VDD do 4051 em 5V, mas quando coloco 12V (que é a tensão mais próxima que tenho agora para testar),
os 5V do arduino não serão suficientes, o datasheet do 4051 indica que é no mínimo 7V em HIGH.
Mas tentei usar um BC548 e um ULM2003 para conseguir mais que 5V nos endereçamentos, mas não consegui.

Esse desenho fui eu que fiz no EAGLE, desculpem novamente, mas estou tentando entender como usa-lo, (já fui usuário do ORCAD de duas décadas atrás)

Acho que é mais simples se explicares o que pretendes fazer e partimos para uma solução porque ainda não percebi o que pretendes fazer aqui. :S LOL

Obrigado pela paciência.
O que preciso é um potenciômetro de 5K que eu possa variar a resistência digitalmente, a tensão desse circuito é de 10V, não preciso mais que variações de 10% = 1V, 2V, 3V, 4V, 5V, 6V, 7V, 8V, 9V, 10V.
e mesmo essas variações não é necessário que sejam exatas.
O objetivo é controlar um inversor de frequência para motores de até 1H / 4A, esse inversor permite ligar um potenciômetro de 5K e com ele indicar qual porcentagem da velocidade total do motor será utilizada.
O Manual caso queiram ver é esse.
http://catalogo.weg.com.br/files/wegnet/1-577.pdf
A imagem da conexão.

Por isso pretendia ligar os resistores em série, entre cada um a um pino do 4051 e mandar a saída endereçada para esse born A1 do inversor de frequência.
Isso é até facil, a minha dificuldade é que quando alimentado com 10V, preciso fornecer para HIGH de endereçamento do 4051, algo acima de 7V.
Esse inversor de frequência, controla um condensador a AR, de uma máquina de fazer GELO, mas em dias frios (20º). Ele em 100% de potência, abaixa demais a pressão da máquina e não produz gelo corretamente, então preciso controlar a velocidade do motor, automaticamente, dependendo da temperatura ambiente e consumo de água.

Ahhhh, ok. Basicamente, regular a velocidade do motor digitalmente.

Na realidade, não precisas de usar um potenciómetro. A entrada AI vai usar a tensão fornecida pelo potenciómetro (que é um divisor de tensão). O problema vai estar na adaptação de tensões... essa de 10V é lixada.
No entanto, se eu li bem o manual, existe um parâmetro chamado P234 que te ajuda a ajustar o ganho. Imagina que só colocas uma tensão de 5V na ligação do pot e ajustas esse parâmetro para 2, ficas com o mesmo efeito que colocar 10V na entrada.

Quanto a regular a tensão, porque não usar um PWM com uma bobine-condensador ou só condensador? Se tiveres um osciloscópio, podes colocar um PWM com uma frequência elevada e deves conseguir filtrar isso para uma tensão DC. Tudo isto dependerá, claro, da impedância de entrada do conversor de frequência.
Senão podes tentar um DAC.

Outra hipótese são uns chips da Maxim chamados digital potentiometers (que no fundo são um DAC). http://para.maxim-ic.com/en/search.mvp?fam=dig_pot&807=Linear&639=1&918=Volatile&565=32

O 4051 da maneira que estavas a ligar deve funcionar também... mas tens de ter cuidado com as tensões. Se quiseres, podes colocar um level transducer nas linhas de selecção de canal. Ou um amplificador operacional sem realimentação alimentado pelos 10V do drive.

Ainda assim acho que a maneira ideal seria:
10V do drive alimentavam o 4051, a cadeia de resistências e um dos lados dum optoisolador para os sinais do microcontrolador. Do outro lado podias usar a fonte que quisesses no Arduino. Feito desta maneira, o teu problema dos níveis de tensão ficava resolvido e ficavas com um sistema bem mais seguro. Que achas?

Essa figura do 4051 fui quem desenhei a uns 3 anos atras veio de um gravador universal e gerava uma tensão através de um LM371, acho que foi no edaboard e depois acho que coloquei nesse forum também,
Edson

Edsoncan
Desculpe não ter colocado a referência correta sobre a figura, eu utilizei ela como referência, que não queria mostrar meu esquema elétrico aqui no fórum, pois ainda sou muito ruim no eagle, a interface para o Eagle é meio confusa para mim.
Bubulindo
Muito obrigado pela paciência e pela boa vontade
Bom, talvez eu use a opção de modificar o parâmetro P234 no inversor de frequência, usando 2x na entrada mas vou colocar os optoisoladores de qualquer maneira.
Fiquei com vergonha de não ter lido o manual inteiro do inversor de frequência, e não ter visto essa opção do parâmetro, teria me economizado um ATMEGA328 e quase uma semana.
A máquina está em plena carga, então tenho que dividir o tempo em tentar aprimorar a máquina de Gelo e deixa-la funcionando, e por semana tenho apenas dois dias onde posso fazer qualquer coisa. (A produção de gelo não é feita na quinta e sexta), mas também não posso testar na hora as modificações, pois não dá para "ligar" a geradora de Gelo e "desligar" se der algo de errado. Hoje o inversor está funcionando no DO/ DF (dedo on / dedo off) e o painel da inversora não é muito resistente, e logo vai estragar...

Sem problema, mas fiquei com inveja, gostaria de estar trabalhando em um maquina de gelo, aqui esta um calor insuportável e todo mundo ligou os ar-condicionados como resultado desarmaram os disjuntores e para evitar discussões decidiu-se mante-los desligados.

Edson

Há, melhor onde você está, aqui alem de estar 32º, é um barulho infernal dos motores da máquina, gelado só o gelo e a câmara fria a -5º.

Estão 2 graus lá fora... troco de lugar com qualquer um dos dois.

Eu trocaria com você bubulindo, ai 2 graus é equivalente a 20 graus no brasil.

Não percebi... :S

Aqui com 20 graus batemos os dentes e com 32 graus a sensação térmica é de 42 graus...

Edson,
E funcionou bem para você esse circuito com 4051???
Como o bubulindo esclareceu bem, vou usar o 4051 com 5V, e mudar o parâmetro no inversor, acabo percebendo que não vou precisar dos opto-isoladores, que não vai haver conexão dos 10V com a placa do arduino, pois se algo for torrar, será a placa do inversor que custa 10X mais que o arduino, ou no meu caso o ATMEGA328, pois vou deixar um dedicado apenas para o controle da máquina, como um PLC...

A ideia do potenciômetro com 4051 é muito simples e usamos em um produto nosso que já se tornou obsoleto a muito tempo.
Você pode usar também E2pot , na época custavam um absurdo agora estão baratos, http://www.microchip.com/wwwproducts/Devices.aspx?dDocName=en536451

Edson

Desculpa chatear de novo... mas a assumpção é a mãe de todas as trapalhadas (tentativa fracassada de escrever em dialecto Brasileiro). Em inglês, "assumption is the mother of all fuck ups.".

Quando dizes que vais ligar os 5V do Arduino directo na entrada de 10V do conversor de frequência estás a assumir que ambas as tensões têm a mesma fonte. Na realidade, a tua tensão de 5V do Arduino pode, para o conversor de frequência, ser uma tensão de 50V. Tudo depende das referências de ambos. Como provavelmente, e como já vi em projectos anteriores teus, vais alimentar o Arduino com a porta USB, não dá para saber onde vão estar esses 5V relativos à tensão de referência do conversor de frequência. O mais provável é que não hajam problemas... mas existe sempre a probabilidade de o sistema dar o real estouro. Isto é algo que podes testar em duas fontes de tensão. Defines 5V numa, define 5V noutra e mede com um multímetro a tensão entre ambos os pinos positivos das fontes. Muitas vezes vês tensões que queimariam a maior parte da electrónica que usamos.

Daí que o ideal seja algo assim:

Uploaded with ImageShack.us

Realmente faz sentido, mas se tiver que usar trés fotoacopladores, um 4051 e resistores, não fica mais fácil usar reles de estado solido?
http://www.clare.com/home/pdfs.nsf/0/309E238843DFBF7385256AE10050D3AE/$file/CPC1017N.pdf
Custam U$ 0,80 FOB e combinando o uso acho que uns 4 daria para sua aplicação.

Sua tradução foi perfeita

Edson

Ahh, sim... realmente... acho que tudo depende do número de passos de velocidade que ele quiser. Com 4 acopladores daria para fazer 5 velocidades distintas (máxima e 4 calculadas pelas resistências), com este hardware todo daria para fazer 8 (ou máxima mais 7).

Acho que só sabendo mais sobre a aplicação é que podemos dar mais ideias sobre isso. :\

Mas mantenho que não deves misturar tensões do Arduino e do drive de frequência para proteger o circuito e porque fica muito mais elegante (e não tão caro assim...). Repara que o custo de qualquer uma destas soluções que falamos (os acopladores mais o 4051 e só acopladores) são baratíssimas comparado com o custo duma placa de controlo dum drive de motor. (Se bem que os da WEG não devem ser tão caros como Siemens ou ABB).

Acerca das temperaturas... se com 20 bates o dente, com 2 ficavas num bloco de gelo. LOL Eu com 20 ando todo contente de T-shirt. :slight_smile:

Quando ficamos velho começamos a esquecer de onde vimos algumas coisas:

http://br.mouser.com/ProductDetail/ALPS/RK16812MG099/?qs=sGAEpiMZZMuarXojuOTsc5qeuZXPZSLFiMocSUC2b3U%3D

Esse é um potenciômetro com motor usado para controle remoto de alguns equipamentos, deve encontrar em Assistência técnica de equipamentos de áudio.

Edson